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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Shiatsu pode aliviar dores crônicas, aponta estudo da USP


Terapia complementar é eficaz para aliviar as dores de pacientes com fibromialgia



Pesquisa da Faculdade de Medicina da USP aponta que o shiatsu é uma terapia complementar eficaz para aliviar as dores de um grupo de pacientes com fibromialgia, doença caracterizada por dores crônicas em diversas partes do corpo. Além do alívio das dores, houve melhora da qualidade do sono, da sensação de equilíbrio e da qualidade de vida das pessoas avaliadas.

Nesta prática terapêutica, com o toque das mãos em determinadas regiões da pele, detectam-se pontos de dor com excesso de energia, causado pelo bloqueio do fluxo de energia vital. “Observou-se melhora estatisticamente significante, considerada também clinicamente importante, na maioria dos pacientes em quase todas as variáveis estudadas, exceto a ansiedade”, diz a fisioterapeuta Susan Yuan, que realizou o estudo, descrito em dissertação de mestrado apresentada na FMUSP.

Na pesquisa, dois grupos foram acompanhados: 17 pessoas, que receberam 16 sessões de shiatsu de 50 minutos cada, e mais 17 pessoas que não receberam a técnica, somente uma cartilha com orientações educativas sobre a fibromialgia. Além de informações sobre a doença, a cartilha continha dicas de mudanças para um estilo de vida mais saudável e um programa de exercícios e alongamento e fortalecimento. Este último grupo foi chamado de grupo controle pela pesquisadora.

Os pacientes dos dois grupos eram questionados quanto às dores que sentiam, qualidade do sono, ansiedade, confiança no equilíbrio e, por fim, qualidade de vida em geral. Depois de oito semanas de tratamento com shiatsu, 29% dos participantes do grupo que recebeu a técnica dizia que a fibromiologia tinha um forte impacto em seu cotidiano. No início do estudo, antes da aplicação do shiatsu, essa taxa era de 70%. No grupo controle, que não recebeu shiatsu no seu tratamento, essa variação é muito menor, sendo 64% no início e 59% após as oito semanas. Na avaliação da qualidade de sono, os dados são também promissores: 94%, no começo, dizia ter distúrbios do sono, mas após oito semanas de shiatsu, essa taxa caiu para 59%.

Terapia Alternativa
O shiatsu é um prática japonesa baseada na Medicina Tradicional Chinesa mas que também tem influência da medicina ocidental. Nos pontos com excesso de energia, também identificados e utilizados na acupuntura, é aplicada pressão com a polpa dos dedos ou a palma das mãos visando remover os bloqueios e reequilibrar o corpo energeticamente. “Investigar o shiatsu pelo método científico foi uma oportunidade tanto de conhecer melhor a Medicina Tradicional Chinesa, quanto verificar sua eficácia” conta Susan.

A fibromialgia é uma síndrome reumática generalizada, ou seja, pode acometer diversos pontos do organismo. Os desconfortos causados têm grande impacto na qualidade de vida, pois atrapalham o sono, além de levar a quadros de ansiedade, fadiga e depressão. A doença atinge de 2 a 5% da população mundial e suas causas não são completamente esclarecidas.

A pesquisadora estimula outras pesquisas na avaliação do shiatsu como técnica complementar. Segundo ela, seu estudo contém algumas limitações, uma delas foi não ter acompanhado os pacientes num período de médio a longo prazo. “Embora os resultados deste estudo sejam muito promissores, suas limitações impedem que se façam inferências para a população no geral” diz a fisioterapeuta.

No entanto, considerado como terapia complementar, Susan acredita que o shiatsu pode ser benéfico nos casos de fibromialgia. “Um paciente bem tratado e com seus sintomas bem controlados é uma pessoa que contribui ativamente na sociedade, em contraste com uma pessoa limitada pela dor, fadiga, fraqueza e depressão” finaliza.


fonte: Usp

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Exercícios de ISOSTRETCHING trazem benefícios às pessoas portadoras de fibromialgia



           O método Isostretching foi desenvolvido na França há 30 anos. Trata-se de exercícios posturais globais, com a finalidade de prevenção e correção das alterações músculo-esqueléticas e da postura. 
     A fibromialgia é uma síndrome que provoca dor crônica generalizada, conhecido como tender points (figura abaixo). Sabe-se que o tratamento da fibromialgia é baseado em exercícios. Entretanto, a grande dúvida dos fisioterapeutas é exatamente saber qual a intensidade dos exercícios a ser realizados nessas pessoas. Isso porque a dor pode aumentar após a realização de atividades físicas.
      Por isso, um estudo reuniu mulheres com diagnóstico de fibromialgia. Elas realizaram exercícios em grupo com a técnica de Isostretching duas vezes por semana durante dois meses. As participantes responderam ao “Questionário sobre o Impacto da Fibromialgia” (QIF) antes e depois do tratamento. O questionário é composto por questões que avaliam a capacidade funcional, situação profissional, sintomas físicos e distúrbios psicológicos.
   Os pesquisadores observaram que houve melhora e/ou manutenção da capacidade funcional de três participantes. O escore de faltas ao trabalho teve redução ou manteve-se igual ao da primeira avaliação. Houve melhora dos sintomas físicos para a maioria das participantes e das condições psicológicas em pelo menos metade do grupo. 
    Além disso, as participantes do estudo relataram que se sentiam mais motivadas para realizar exercícios quando estavam em grupo. Elas sentiram melhora da flexibilidade e diminuição da dor após cinco ou seis sessões de Isostretching.
      Os pesquisadores sugerem que os princípios da técnica do Isostretching foram satisfatórios na medida em que puderam proporcionar manutenção e/ou melhora da qualidade de vida de metade das participantes em curto período de tempo.
   Acredita-se que, como esses exercícios são feitos em posturas com contração da musculatura em isometria, eles facilitam que cada indivíduo perceba até onde ele pode chegar. Ou seja, cada pessoa passa a conhecer  seu próprio corpo e saber até onde pode alongar e fazer força sem gerar dor. 






Tender Points